Energia solar
Energia solar em casa: tipos, custo, retorno e regras da Lei 14.300
O sistema ligado à rede ainda se paga em poucos anos na maior parte do Brasil, mesmo com o Fio B. Aqui está a conta inteira, com a produção da sua capital, as regras da ANEEL e o que olhar no orçamento.
Por Redação EcoamazoniaAtualizado em 13 min de leitura

Energia solar em casa vale a pena na maior parte do Brasil em 2026. Um sistema fotovoltaico ligado à rede (on-grid) de 3 a 4 kWp custa, pela média nacional de R$ 2,45 por Wp medida no 1º trimestre de 2026, algo entre R$ 9 mil e R$ 11 mil instalado, gera de 300 a 550 kWh por mês conforme a cidade e costuma se pagar em 3 a 5 anos, já contando os 60% do Fio B que a Lei 14.300/2022 cobra em 2026. Para quem tem chuveiro elétrico, o aquecedor solar de água é muitas vezes o corte mais barato por real investido. Off-grid (com bateria) só compensa onde a rede não chega ou cai demais.
Esta página é o mapa do assunto. Ela explica os três tipos de sistema, como a compensação de energia funciona depois da Lei 14.300, quanto cada kWp gera na sua capital, quanto custa e como escolher quem vai instalar. Os detalhes de cada parte estão nos guias ligados ao longo do texto.
On-grid, off-grid ou híbrido: qual sistema solar usar em casa?
Os três usam as mesmas placas. O que muda é para onde vai a energia que sobra e o que acontece quando a rede cai.
- On-grid (ligado à rede). As placas alimentam a casa de dia e o excedente vai para a rede da distribuidora, que devolve em créditos de energia. À noite você usa a rede normalmente. Não tem bateria, por isso é o mais barato por kWh gerado. Ponto de atenção: por segurança, o inversor desliga quando a rede cai (proteção anti-ilhamento), então você fica sem luz junto com o vizinho.
- Off-grid (isolado). Não tem ligação com a distribuidora. Toda a energia da noite precisa estar guardada em bateria, e o banco de baterias costuma custar mais que as placas. Serve para sítio, chácara, casa de praia ou bomba de poço longe da rede, onde puxar um poste custaria mais. Veja o guia de sistema off-grid.
- Híbrido. Ligado à rede, mas com bateria e um inversor que mantém circuitos escolhidos (geladeira, internet, bomba, algumas lâmpadas) funcionando quando a rede cai. Custa mais que o on-grid e não se paga só pela economia na conta. Faz sentido onde a queda de energia é frequente ou quando há equipamento que não pode parar.
| Item | On-grid | Off-grid | Híbrido |
|---|---|---|---|
| Bateria | Não | Sim, obrigatória | Sim |
| Precisa de homologação na distribuidora | Sim | Não | Sim |
| Funciona com a rede desligada | Não | Sim | Sim, nos circuitos de backup |
| Custo relativo por kWh | O menor | O maior | Intermediário |
| Quando usar | Casa com rede e conta alta | Local sem rede | Rede instável, carga crítica |
Como funciona a compensação de energia depois da Lei 14.300?
A regra está na Lei 14.300/2022 e foi detalhada pela ANEEL na REN 1.059/2023, que alterou a REN 1.000/2021. O mecanismo se chama Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE). Em resumo:
- O que você consome na hora em que gera não passa pelo medidor da distribuidora. Esse consumo simultâneo é a economia mais limpa, sem nenhum custo de rede.
- O que sobra vai para a rede e vira crédito em kWh. Pelo art. 13 da lei, os créditos valem por 60 meses a partir do faturamento em que foram gerados.
- À noite, você consome da rede e abate dos créditos. Para quem pediu a ligação depois de 7 de janeiro de 2023 (GD II), a energia compensada paga uma parte do Fio B, a componente da tarifa que remunera a rede de distribuição. O art. 27 escalona essa parte: 15% em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025, 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028. De 2029 em diante vale a regra que a ANEEL definir pelo art. 17.
- Há um piso: o custo de disponibilidade. O art. 291 da REN 1.000 fixa o valor mínimo da conta do grupo B em 30 kWh (monofásico ou bifásico a dois condutores), 50 kWh (bifásico a três condutores) ou 100 kWh (trifásico). No art. 655-I, a ANEEL diz que a parcela da energia consumida da rede é o maior valor entre esse piso e o faturamento da energia não compensada mais o Fio B da compensada. Ou seja, o piso não é mais cobrado em dobro.
Quem já tinha sistema ligado ou protocolou o pedido até 7 de janeiro de 2023 (GD I) não paga Fio B sobre a energia compensada até 31 de dezembro de 2045 (art. 26 da lei e art. 655-O da REN 1.000). O prazo continua valendo se o imóvel mudar de dono, mas se perde se a potência for aumentada sem avisar a distribuidora.
Quanto gera 1 kWp de placa solar na sua cidade?
A conta de bolso é: geração mensal (kWh) ≈ kWp × HSP × 30 × 0,8. HSP são as horas de sol pleno, a irradiação média diária em kWh/m² por dia. O fator 0,8 desconta perdas reais de temperatura, sujeira, cabos e inversor. Na tabela abaixo usamos o HSP do CRESESB/CEPEL (SunData, com a placa inclinada no ângulo da latitude) de cada capital.
| Capital | HSP (kWh/m²·dia) | kWh/mês por kWp | kWh/ano por kWp | kWh/mês de 3 kWp |
|---|---|---|---|---|
| Fortaleza (CE) | 5,70 | 137 | 1.642 | 410 |
| Natal (RN) | 5,68 | 136 | 1.636 | 409 |
| Teresina (PI) | 5,56 | 133 | 1.601 | 400 |
| João Pessoa (PB) | 5,54 | 133 | 1.596 | 399 |
| Aracaju (SE) | 5,52 | 132 | 1.590 | 397 |
| Brasília (DF) | 5,47 | 131 | 1.575 | 394 |
| Goiânia (GO) | 5,45 | 131 | 1.570 | 392 |
| Salvador (BA) | 5,40 | 130 | 1.555 | 389 |
| Maceió (AL) | 5,36 | 129 | 1.544 | 386 |
| São Luís (MA) | 5,36 | 129 | 1.544 | 386 |
| Belo Horizonte (MG) | 5,36 | 129 | 1.544 | 386 |
| Palmas (TO) | 5,31 | 127 | 1.529 | 382 |
| Recife (PE) | 5,29 | 127 | 1.524 | 381 |
| Cuiabá (MT) | 5,25 | 126 | 1.512 | 378 |
| Campo Grande (MS) | 5,21 | 125 | 1.500 | 375 |
| Vitória (ES) | 5,13 | 123 | 1.477 | 369 |
| Macapá (AP) | 4,94 | 119 | 1.423 | 356 |
| Rio de Janeiro (RJ) | 4,93 | 118 | 1.420 | 355 |
| Boa Vista (RR) | 4,89 | 117 | 1.408 | 352 |
| Belém (PA) | 4,87 | 117 | 1.403 | 351 |
| Porto Alegre (RS) | 4,64 | 111 | 1.336 | 334 |
| São Paulo (SP) | 4,64 | 111 | 1.336 | 334 |
| Rio Branco (AC) | 4,61 | 111 | 1.328 | 332 |
| Porto Velho (RO) | 4,52 | 108 | 1.302 | 325 |
| Florianópolis (SC) | 4,45 | 107 | 1.282 | 320 |
| Curitiba (PR) | 4,39 | 105 | 1.264 | 316 |
| Manaus (AM) | 4,33 | 104 | 1.247 | 312 |
Repare na diferença: o mesmo sistema gera 32% mais em Fortaleza do que em Manaus. Para gerar 400 kWh por mês, você precisa de cerca de 2,9 kWp em Fortaleza, 3,1 kWp em Belo Horizonte e 3,6 kWp em São Paulo. Telhado voltado para o sul, sombra de árvore, caixa d'água ou prédio vizinho derrubam esses números. Um bom projeto mostra a simulação de sombra hora a hora.
Faça a conta com o seu consumo e a sua cidade no simulador abaixo.
Quanto custa energia solar em casa em 2026?
O Radar Solfácil, que acompanha os orçamentos de sistemas residenciais, apontou média nacional de R$ 2,45 por Wp no 1º trimestre de 2026, 7% abaixo de um ano antes. Os estados mais baratos foram Acre (R$ 2,08/Wp), Rondônia (R$ 2,17) e Amazonas (R$ 2,18). O preço inclui placas, inversor, estrutura, projeto e instalação, mas varia com a logística e a margem do instalador da sua região.
Na prática, sistemas pequenos custam mais por Wp, porque projeto, ART, homologação, deslocamento da equipe e eventual troca do padrão de entrada pesam igual num sistema de 2 kWp ou de 8 kWp. Uma forma honesta de estimar: R$ 2,45 por Wp mais uns R$ 1.500 de custos fixos.
| Sistema | Consumo que cobre (SP / BH / Fortaleza) | Investimento estimado |
|---|---|---|
| 2 kWp | 223 / 257 / 274 kWh/mês | cerca de R$ 6.400 |
| 3 kWp | 334 / 386 / 410 kWh/mês | cerca de R$ 8.850 |
| 5 kWp | 557 / 643 / 684 kWh/mês | cerca de R$ 13.750 |
| 8 kWp | 891 / 1.029 / 1.094 kWh/mês | cerca de R$ 21.100 |
Se o seu orçamento vier muito abaixo disso, desconfie de placa sem registro, inversor sem certificação ou instalação sem projeto. Se vier muito acima, peça a composição: às vezes há reforço de telhado, troca de padrão ou um inversor superdimensionado. Veja o guia de preço de placa solar para entender cada item.
Em quantos anos a energia solar se paga?
Com as premissas acima, uma casa que consome 400 kWh por mês paga o sistema em cerca de 2,6 anos em Belo Horizonte (tarifa Cemig de R$ 0,9033/kWh sem tributos), 3,3 anos em Fortaleza (Enel Ceará, R$ 0,7017) e 3,4 anos em São Paulo (Enel SP, R$ 0,7894). Já entram na conta o custo de disponibilidade, o Fio B subindo até 2028, a perda de 0,8% de geração por ano e manutenção de 1,5% do investimento por ano. Como usamos a tarifa sem ICMS, PIS e Cofins, a economia real tende a ser um pouco maior.
Três coisas alongam o retorno: consumo baixo (perto do piso de 30 a 100 kWh, a economia some), telhado ruim e financiamento caro. A conta completa, com três perfis de casa e três capitais, está no guia energia solar vale a pena?.
Aquecedor solar ou placa fotovoltaica: o que corta mais a conta?
Para muita família, o maior consumo isolado da casa é o chuveiro elétrico. Pelo Plano Decenal de Energia 2031 da EPE, feito com a pesquisa de posse e hábitos do Procel, o chuveiro respondia por 14,3% do consumo residencial brasileiro em 2019, atrás só da geladeira (25,9%) e do ar-condicionado (16,5%). Essa é a média nacional, que inclui casas sem chuveiro elétrico e regiões quentes. No Sul e no Sudeste, onde o chuveiro fica na posição inverno boa parte do ano, a parte dele na conta é bem maior.
Faça a conta da sua casa: 4 pessoas × 8 minutos de banho × chuveiro de 5.500 W = 2,9 kWh por dia, ou cerca de 88 kWh por mês. Na tarifa da Cemig sem tributos, são R$ 79 por mês só de banho. Um aquecedor solar (coletor no telhado e boiler) aquece a água direto com o sol, sem passar pela conversão em eletricidade. Num sistema bem dimensionado, a resistência elétrica de apoio do boiler só entra nos dias nublados e no inverno mais frio.
Comparação prática: para gerar esses mesmos 88 kWh por mês com placas fotovoltaicas, você precisaria de cerca de 0,8 kWp em São Paulo. As duas soluções convivem bem. Quem vai investir nas duas costuma começar pelo aquecedor, que tira do chuveiro um consumo concentrado no horário de pico e deixa o sistema fotovoltaico menor. Os coletores e boilers aprovados têm etiqueta do Inmetro (o PBE tem tabela própria de equipamentos de aquecimento solar de água). Dimensione o seu na calculadora de aquecedor solar e veja os modelos no guia de aquecedor solar.
Bomba solar e iluminação solar: quando fazem sentido?
Bomba solar. É uma bomba de corrente contínua ligada direto às placas, normalmente sem bateria. Ela trabalha enquanto há sol e enche uma caixa d'água ou cisterna, que funciona como a "bateria" do sistema. É a solução clássica para poço, açude ou bebedouro de animais longe da rede. A conta parte do volume diário (litros por dia) e da altura total que a água precisa subir. Com 5 horas de sol pleno, uma bomba que entrega 600 L/h na sua altura enche cerca de 3.000 litros por dia. Veja o guia de bomba solar e, para poço, o de poço artesiano.
Iluminação solar. Refletores e luminárias com placa e bateria próprias resolvem quintal, muro, portão e trilha sem passar fio. O erro mais comum é acreditar na potência impressa na caixa: muito refletor vendido como "200 W" tem placa e bateria que não sustentam isso nem por uma hora. Olhe a capacidade da bateria (em Wh ou mAh e tensão), o tamanho da placa e o fluxo luminoso em lúmens. Veja o guia de iluminação solar e o de refletor solar.
Como escolher o instalador de energia solar?
O sistema vai ficar 25 anos no seu telhado e ligado à rede elétrica. Antes de assinar, confira:
- Responsável técnico e ART. O art. 33 da REN 1.000 exige responsável técnico para o projeto e a execução, e o documento de responsabilidade técnica do conselho profissional (a ART no CREA ou, para técnico industrial, o TRT no CFT) acompanha o pedido à distribuidora. Peça o número e confira no site do conselho.
- Homologação na distribuidora. No on-grid, quem faz o pedido de orçamento de conexão é o instalador, em seu nome. Pelo art. 64 da REN 1.000, a distribuidora tem 15 dias para responder quando não há obra na rede e 30 dias quando há. Só ligue o sistema depois da vistoria e da troca do medidor.
- Equipamentos certificados. Placas e inversores precisam estar registrados no Inmetro (o PBE tem tabela de sistemas fotovoltaicos). Peça a ficha técnica, o datasheet e a garantia por escrito: em geral 10 a 12 anos de produto na placa, 25 anos de desempenho e de 5 a 10 anos no inversor.
- Proposta com simulação de geração mês a mês. Desconfie de quem promete "zerar a conta". Sempre sobra o custo de disponibilidade, a iluminação pública e, em 2026, uma parte do Fio B.
- Estrutura e telhado. Pergunte como será a fixação, quem responde por goteira e se o telhado foi avaliado. Telha quebrada na instalação é o problema pós-venda mais comum.
- Proteções elétricas. Exija string box (ou proteções equivalentes no inversor), DPS dos dois lados e aterramento. Isso segue a NBR 5410 e as normas da distribuidora.
Quanto custa manter um sistema solar?
A manutenção é simples e barata. Limpe as placas com água e pano macio quando a sujeira for visível, de manhã cedo ou no fim da tarde, nunca com o vidro quente e nunca com produto abrasivo. Em lugar com poeira, poluição ou folhas, limpe a cada 3 a 6 meses. Acompanhe a geração no aplicativo do inversor: uma queda brusca de um mês para o outro indica sujeira, sombra nova ou defeito. O inversor é a peça que mais costuma precisar de troca ao longo dos 25 anos. Por isso, nas nossas contas reservamos 1,5% do investimento por ano para manutenção, a mesma premissa usada pela simulação do Canal Solar.
Por onde começar?
- Pegue as últimas 12 contas e calcule o consumo médio em kWh por mês.
- Veja se a ligação é monofásica, bifásica ou trifásica (está na conta) e anote o custo de disponibilidade: 30, 50 ou 100 kWh.
- Rode o simulador de energia solar com a sua cidade.
- Se tiver chuveiro elétrico, rode também a calculadora de aquecedor solar.
- Peça três orçamentos e compare R$ por Wp, a marca do inversor, as garantias e a simulação de geração.
Para continuar, veja o guia de energia solar em casa e, se a sua preocupação é a conta inteira da casa, o pilar casa sustentável.
Perguntas frequentes
Energia solar zera a conta de luz?
Não. Você continua pagando ao menos o custo de disponibilidade (30, 50 ou 100 kWh, conforme a ligação), a contribuição de iluminação pública e, para sistemas ligados depois de 7/1/2023, uma parte do Fio B sobre a energia compensada. Na prática, a conta cai de 80% a 90% num sistema bem dimensionado.
Ainda vale instalar energia solar depois da Lei 14.300?
Na maioria das capitais, sim. Mesmo pagando 60% do Fio B em 2026, um sistema residencial se paga em 3 a 5 anos e dura mais de 25. A regra só piora muito o retorno em distribuidoras com Fio B muito alto e em casas que consomem pouco.
Sistema on-grid funciona quando falta energia?
Não. O inversor on-grid desliga quando a rede cai, para não energizar o fio em que o eletricista da distribuidora pode estar trabalhando. Para ter energia na queda, você precisa de um sistema híbrido com bateria.
Quanto tempo leva para instalar e ligar?
A montagem leva de um a três dias. O que demora é a parte burocrática: a distribuidora tem 15 dias para emitir o orçamento de conexão quando não há obra na rede, depois vêm a vistoria e a troca do medidor. Conte de 30 a 60 dias do contrato à ligação.
Os créditos de energia vencem?
Sim. Pelo art. 13 da Lei 14.300, os créditos expiram 60 meses após o faturamento em que foram gerados. Por isso não adianta superdimensionar muito o sistema: a sobra vira crédito que você pode não usar.
Posso usar os créditos em outra casa?
Pode, se ela for sua, estiver no mesmo CPF ou CNPJ e for atendida pela mesma distribuidora. Essa modalidade se chama autoconsumo remoto, e você indica à distribuidora o percentual de créditos que vai para cada unidade.
Fontes e normas
- Lei nº 14.300/2022 (marco legal da micro e minigeração distribuída)
- ANEEL, REN nº 1.000/2021, texto compilado com as REN 1.059/2023 e 1.098/2024 (cópia publicada pela Cemig)
- CRESESB/CEPEL, SunData v3.0 (irradiação solar por município)
- Cenário Energia, Radar Solfácil: preço do Wp residencial no 1º trimestre de 2026
- Canal Solar, o que é o Fio B e quanto pesa em cada distribuidora
- Canal Solar, consumidores passam a pagar 60% do Fio B em 2026
- EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2031 (Tabela 2-4, uso final residencial)
- Inmetro, tabelas de eficiência energética do PBE
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